Diretrizes Éticas para pareceristas


  • A integridade e a qualidade das publicações acadêmicas são garantidas pela avaliação por pares feitas de forma criteriosa e profissional. O vínculo de confiança entre as partes envolvidas reflete no sucesso do processo editorial, por isso, faz-se mister que as partes envolvidas tenham uma conduta ética e responsável. A análise por pares é central no processo editorial.
  • Ao assumir o compromisso de avaliar um trabalho, o parecerista assume que esse trabalho se enquadra em sua área de atuação e expertise, e que poderá contribuir com um parecer coerente e relevante.
  • O parecerista, seja membro do Conselho Editorial ou do banco de pareceristas Ad Hoc, deve prezar pela qualidade do parecer, assim como deve emitir pelo menos três pareceres ao ano.
  • O caráter confidencial da avaliação deve ser respeitado de modo que sejam preservados todos os detalhes não publicados sobre o artigo e sobre sua análise durante ou após o processo de avaliação.
  • Constitui em infração ética grave o uso de informações obtidas durante o processo de avaliação por pares em benefício próprio ou de outra pessoa ou organização, bem como para descrédito ou prejuízo de outrem
  • Os editores devem ser informados caso a identidade do autor lhe seja conhecida, garantindo, assim, a validade do processo de revisão duplo-cego, assim como declarar todos os conflitos de interesse em potencial. O Editor Científico deve ser consultado sobre eventuais dúvidas sobre a relevância de determinado(s) conflito(s). Os pareceristas, ao aceitarem o compromisso de avaliar o manuscrito, concordam e comprometem-se com os prazos negociados para entrega dos pareceres. Cumprir a data de devolução assim acordada é uma questão de ética, respeito e responsabilidade.
  • A avaliação não deve ser influenciada pela origem do artigo, nacionalidade, religião, convicções políticas e ideológicas, gênero ou outras características do autor, bem como por considerações econômicas.
  • É importante que, na elaboração do parecer, sejam apontadas as falhas corrigíveis e indicado o que pode ser feito para saná-las. Os pareceristas devem avaliar, de forma sincera, o custo-benefício de cada mudança solicitada em termos da efetiva melhoria na qualidade do trabalho. Se houver pertinência científica, o parecerista deve sugerir referências atuais (dos últimos cinco anos) ou relevantes para o trabalho e/ou sua reformulação.
  • É importante que, para que se garanta a agilidade do processo editorial, faça-se um esforço para apontar todas as alterações que julgar pertinentes na primeira revisão do trabalho evitando, desse modo, novas recomendações cada vez que este retornar reformulado.
  • Se o trabalho apresentar falhas incorrigíveis, os pareceristas devem sempre apontá-las como limitações do artigo na seção apropriada; ou, ainda, não sendo viável a sua publicação, recomendar sua rejeição, indicando as razões que tornam as falhas insanáveis. Desse modo, espera-se que o parecer seja objetivo e construtivo, abstendo-se de posturas hostis ou inflamadas e de comentários pessoais difamatórios ou depreciativos.


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Fonte: Revista brasileira de cancerologia. 2019.